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Sátira · Ficção Escrever

Sátira · Ficção

Sátira do desporto do futuro, escrita em Coimbra

Aqui o basquetebol joga-se em 2091, os árbitros são algoritmos com crises de consciência e há uma liga numa estação espacial onde a bola demora quatro segundos a cair. Nada disto aconteceu. É esse o ponto.

Neste site tudo é ficção: não há aqui nenhuma pessoa, clube ou competição real.

Bola de basquetebol parada no aro de um cesto ao ar livre, com céu azul e nuvens
Fotografia real de Ildar Sagdejev, CC BY-SA 4.0. A bola não é de 2091.

9

páginas de ficção; os factos ficam à parte, sempre com fontes

Sem prémios e sem dinheiro. Só ficção.

IA e robôs em números: primeiro o que aconteceu, depois o que inventámos

Números reais

Factos reais, com a fonte ao lado, verificados a 15/09/2026

13,8 s
Quanto durou, em média, cada contestação ao sistema automático de bolas e strikes nos 288 jogos de pré-temporada de 2025 do basebol norte-americano. Na época de 2026, cada equipa começa o jogo com duas. MLB.com, atualizado a 13/04/2026
2:40:42
Tempo do humanoide Tiangong Ultra na primeira meia maratona para robôs, em Pequim, a 19/04/2025. A prova juntou 20 equipas de robôs. Governo Municipal de Pequim
2 020
Lances livres seguidos do robô CUE3, da Toyota, a 17/05/2019. Ficou como recorde do Guinness na categoria de humanoide com assistência. Toyota, página do projeto CUE
2050
O ano que a RoboCup marcou como meta para uma equipa de robôs vencer os campeões do mundo de futebol humanos. RoboCup, objetivo oficial

Números da ficção

Sátira · Ficção: dados inventados, contas verdadeiras, feitas com inteligência artificial (Claude, da Anthropic) e conferidas à mão.

15,25
Pontos por quarto, em média, do Grémio Humano Teimoso na final inventada de 2091. Os Parafusos Unidos ficaram nos 15 certos e perderam três dos quatro quartos.
71,2 %
Dos 132 abraços possíveis no fim dos jogos da Liga do Avesso, seis clubes em 22 jornadas, deram-se 94. O Grémio Humano Teimoso deu 12.
1 212
Cestos oferecidos ao rival pelos seis clubes do avesso, 202 por clube. Os Parafusos Unidos, envergonhados, só ofereceram 9.

As contas usam apenas as tabelas das próprias páginas. Se uma tabela inventada mudar, estes números mudam com ela.

Antes de publicar uma invenção, passa por cinco verificações

Sátira que se confunde com notícia deixa de ter graça no dia em que alguém a partilha sem contexto. Por isso há uma lista curta, sempre a mesma.

  1. Nomes impossíveis. Clubes, jogadores e cidades são inventados e procurados num motor de busca. Se aparece alguém real com o mesmo nome, muda-se.
  2. O título tem de ser absurdo à primeira leitura. Se uma frase podia passar por manchete verdadeira, reescreve-se até não poder.
  3. Nenhum dinheiro em jogo. Não há transferências com valores, prémios ou probabilidades de resultado, nem por brincadeira.
  4. A plaquinha vai sempre. Cabeçalho, primeiro ecrã e rodapé dizem que é ficção, em todas as páginas, incluindo as legais.
  5. Os factos ficam num canto próprio. O que é verdade vive só na metade «Números reais», logo no topo, e no bloco «Factos reais», mais abaixo, sempre com fonte e data de verificação.

O que há para ler

Liga Orbital

Regulamento de um basquetebol onde saltar dura uma eternidade.

Anatomia de uma reportagem inventada

A final robôs contra humanos cabe numa página, mas não nasceu de uma vez. Foi montada por esta ordem, e as outras seguem mais ou menos o mesmo caminho.

  1. 1

    Uma pergunta que ninguém fez

    «E se o cesto se cansasse de receber bolas?» Se a pergunta for razoável, a página sai razoável, e isso aqui é defeito.

  2. 2

    Um mundo com regras próprias

    Antes da primeira frase há uma folha com a liga, os clubes e o ano. Se o Grémio Humano Teimoso é de Aldeia do Cansaço numa página, é de Aldeia do Cansaço em todas.

  3. 3

    Personagens que não podem ser confundidas

    Filomena Tripla, Custódio Bandeja, a unidade ARQ-7. Nomes que não batem com ninguém real.

  4. 4

    Uma tabela que conta a piada

    Cada página tem uma, e as colunas mudam sempre. Na final, a coluna que importa é «O que aconteceu no pavilhão», não o marcador.

  5. 5

    Leitura em voz alta

    Se soa a notícia verdadeira, sai.

Pequeno robô humanoide preto sobre relva sintética, junto ao círculo central de um campo de competição
Fotografia real da RoboCup 2016 em Leipzig, de ubahnverleih, CC0. Os robôs das nossas histórias não existem; estes sim.

Modalidades que ainda não existem

Nenhuma destas competições está marcada em lado nenhum.

Modalidades inventadas do kovdira, por ano fictício
Modalidade inventadaAno fictícioQuem jogaRegra mais absurda
Basquetebol misto de carbono2091Humanos teimosos e robôs educadosO cesto pode pedir desconto de tempo
Liga Orbital2089Equipas de estações que rodam devagarBola em órbita estável é falta do planeta
Três-contra-nuvem2095Três jogadores contra um servidor inteiroQuem perde a ligação perde a vez
Lance livre de meditação2102Atletas IA em fim de contratoSó conta se o lançador duvidar
Basquetebol do avesso2090Clubes do universo paraleloTrês pontos por derrota com sorriso
Afundanço de cortesia2093Veteranos com joelhos de titânioPedir licença ao aro antes de pendurar

Tudo inventado. Ano, regras e participantes são ficção do autor.

Dois excertos, para ver o tom

«No terceiro quarto, a unidade ARQ-7 arredondou 0,4999 para baixo. Foi a primeira vez que um erro de vírgula decidiu uma final, e o robô pediu para ver a repetição sozinho.»

Da final robôs contra humanos

«Na estação Lenta-2, um salto dura tanto que o base tem tempo de rever a tática e trocar de meias antes de aterrar.»

Do regulamento da Liga Orbital

Uma confissão: não percebo nada de física orbital. Os números da Liga Orbital são contas de guardanapo e servem a piada, não a ciência.

Factos reais · verificados a 14/09/2026

Mitos e factos sobre máquinas no desporto de hoje

Junto com a metade «Números reais» do topo, é a parte do site que não é inventada, cada resposta com a fonte original.

Costuma dizer-se: «o fora de jogo já é decidido por uma máquina sozinha».
Não é bem assim. No Mundial de 2022, a FIFA usou fora de jogo semiautomático: 12 câmaras seguiam 29 pontos de cada jogador 50 vezes por segundo e a bola enviava dados 500 vezes por segundo. O alerta vai para a equipa de vídeo, que confirma à mão antes de avisar o árbitro. FIFA, comunicado de 01/07/2022
Costuma dizer-se: «os juízes de linha do ténis são intocáveis».
Em Wimbledon deixaram de ser. O torneio anunciou a 09/10/2024 que, a partir de 2025, as chamadas de «out» e «fault» nos courts do quadro principal e da qualificação passavam a ser eletrónicas. Al Jazeera, 09/10/2024
Costuma dizer-se: «um robô não acerta um lançamento de basquetebol a sério».
O humanoide CUE6, da Toyota, acertou um lançamento de 24,55 m em Nagakute, no Japão, a 26/09/2024. É o recorde do Guinness para a maior distância de um lançamento de basquetebol por um robô humanoide. Guinness World Records
Costuma dizer-se: «os robôs já ganham aos humanos no futebol».
Ainda é um objetivo, não um resultado. A RoboCup, criada em 1997, quer que até meados do século XXI uma equipa de humanoides totalmente autónomos vença, com as regras da FIFA, o último campeão do mundo. RoboCup, objetivo oficial
Costuma dizer-se: «não há competições desportivas só para humanoides».
Há. Os World Humanoid Robot Games decorreram em Pequim de 15 a 17/08/2025, com 280 equipas de 16 países, mais de 500 robôs e 26 modalidades, do atletismo ao futebol. Governo Municipal de Pequim, 11/08/2025

Tem uma modalidade absurda guardada na gaveta?

Mande-a por e-mail. Leio tudo e respondo em cinco dias úteis, seis se houver final inventada nessa semana.

[email protected]

Pode escrever para o e-mail: não há formulários nem recolha de dados neste site.